Traumas na Infância e Vulnerabilidade às Doenças: Uma Conexão Real

Traumas na Infância e Vulnerabilidade às Doenças: Uma Conexão Real

Nossas emoções, experiências passadas e traumas na infância não resolvidos têm um impacto profundo em nossa saúde física. Ou seja, mediante diversas manifestações, como doenças misteriosas, distúrbios autoimunes e outras enfermidades, nossos corpos refletem a intricada conexão entre nossa saúde mental e física.

“Nossos corpos não nos atacam, eles fazem o melhor para nos proteger. Não é o que há de errado com você, é: o que aconteceu com você?

Nossos corpos estão sempre tentando nos proteger. Para combater infecções. Para trazer o corpo de volta à normalidade. Ou seja, nossos corpos não estão nos atacando, eles estão respondendo à nossa experiência vivida. Uma experiência traumática vivida na infância, que muitas vezes é ignorada ou descartada.

Este artigo explora o campo da psiconeuroimunologia, investigando como o estresse, estados emocionais e experiências traumáticas influenciam nosso sistema imunológico, cérebro e saúde geral. Dessa forma, vamos desvendar o mistério por trás de como nossos corpos respondem ao complexo cenário de nossas vidas.

Compreendendo a Psiconeuroimunologia: A Conexão Mente-Corpo

O campo da psiconeuroimunologia (PNI) elucida a relação intricada entre nossos processos psicológicos, sistema nervoso, bem como, as respostas imunológicas. Dessa forma, ao examinar como o estresse e os estados emocionais impactam nossa função imunológica, a PNI destaca a comunicação bidirecional entre nosso sistema imunológico e cérebro.

Traumas na Infância e Vulnerabilidade às Doenças: Uma Conexão Real
Traumas na Infância: Pessoas com pontuações mais altas na escala ACES (Experiência Adversa da Infância) têm um risco maior de desenvolver doenças como artrite reumatóide, depressão, ansiedade, transtornos e doenças autoimunes e câncer.

O Impacto do Estresse Crônico e Traumas da Infância na Saúde Física

O estresse crônico e os traumas não resolvido desencadeiam respostas fisiológicas semelhantes às de enfrentar uma infecção. Ou seja, nessas situações, nossos corpos liberam citocinas para regular a inflamação. No entanto, a exposição prolongada a estressores pode levar a um excesso de citocinas, contribuindo para condições como doenças autoimunes e dor crônica.

Desmistificando o Mito: Sintomas Reais do Sofrimento Emocional

Infelizmente, pessoas que experimentam sintomas decorrentes de angústia emocional muitas vezes são desconsideradas, com seus males rotulados como psicossomáticos. Como resultado, essa rejeição aumenta os sentimentos de impotência e isolamento, apesar de evidências substanciais indicarem a base fisiológica de seus sintomas.

O Corpo como Receptáculo de Experiências

Nossos corpos servem como receptáculos de nossas experiências vividas, dessa forma, refletindo o ônus emocional de traumas passados e adversidades. Abuso, traição, negligência emocional, traumas na infância, se manifestam como uma invasão do corpo, provocando respostas fisiológicas que espelham a gravidade de nossas feridas emocionais.

Trauma na Infância e Vulnerabilidade a Doenças

Experiências adversas na infância, incluindo traumas e negligência, aumentam significativamente o risco de várias doenças, incluindo artrite reumatoide, depressão, ansiedade, distúrbios autoimunes e câncer. Ou seja, o impacto profundo de experiências infantis destaca a importância de promover ambientes seguros e nutritivos para o bem-estar holístico das crianças.

Insights do Trauma Histórico

Estudos com sobreviventes do Holocausto revelam insights profundos sobre os efeitos fisiológicos duradouros do trauma. Dessa forma, os sobreviventes exibem uma suscetibilidade aumentada a condições como fibromialgia, lançando luz sobre as repercussões a longo prazo do sofrimento emocional profundo.

Disparidades de Gênero nos Resultados de Saúde

Pesquisas indicam que a violência contra as mulheres se correlaciona com uma maior probabilidade de diagnóstico de câncer. Vítimas de violência, tanto mulheres quanto crianças, exibem níveis elevados de marcadores inflamatórios. Ou seja, destacando a interseccionalidade do trauma e da saúde física.

Abraçando a Consciência das Nossas Emoções Passadas

Nossos corpos são entidades resilientes e adaptativas, constantemente buscando nos proteger. Portanto, em vez de ver os sintomas como sinais de conflito interno, é essencial reconhecê-los como manifestações de nossas experiências vividas. Dessa forma, ao aumentar a conscientização e buscar por cuidados informados sobre trauma, capacitamos indivíduos a abraçar suas histórias e buscar apoio para uma vida muito melhor.

Perguntas Frequentes

  • Como as emoções afetam nossa saúde física? As emoções desempenham um papel significativo na modulação de nossas respostas imunológicas e funções fisiológicas. O estresse crônico e o trauma não resolvido podem perturbar esses mecanismos, contribuindo para vários problemas de saúde.
  • Quais são algumas manifestações comuns de traumas não resolvidos? Traumas na infância, e mesmo na vida adulta, não resolvidos podem se manifestar como doenças misteriosas, distúrbios autoimunes, dor crônica e condições de saúde mental, como depressão e ansiedade.
  • Por que o trauma na infância é particularmente impactante nos resultados de saúde? Traumas na infância, incluindo abuso e negligência, podem ter efeitos duradouros na saúde física e mental, aumentando o risco de desenvolver condições crônicas mais tarde na vida.
  • Como os indivíduos podem advogar por cuidados informados sobre trauma? Ao aumentar a conscientização, desestigmatizar as discussões sobre saúde mental e apoiar políticas que priorizem abordagens informadas sobre trauma na saúde e na educação, os indivíduos podem contribuir para promover um ambiente de apoio à cura.
  • Qual é o papel do apoio social na mitigação do impacto do trauma? Relacionamentos e ambientes seguros, estáveis e positivos são cruciais para amortecer os efeitos do trauma. Os sistemas de apoio social desempenham um papel fundamental na promoção da resiliência e na facilitação da recuperação.
  • Como as práticas informadas sobre trauma podem ser integradas aos ambientes de saúde? Profissionais de saúde podem adotar abordagens informadas sobre trauma priorizando a empatia, validação e cuidados centrados no paciente, reconhecendo a interação complexa entre o bem-estar emocional e a saúde física.

Conclusão

Nossos corpos refletem de forma intrincada a soma de nossas experiências, ou seja, carregando a impressão de nossas emoções e traumas passados. Por fim, ao reconhecer o impacto profundo de fatores psicossociais na saúde física, abrimos caminho para abordagens compassivas e holísticas para a cura. Portanto, vamos abraçar a consciência, ter cuidados informados sobre trauma e promover ambientes que honrem a resiliência do espírito humano.

Por favor, compartilhe para conscientização.

Sobre mim: Neuropsicóloga e o Tratamento de Traumas na Infância

Formada em Psicologia desde 2007, com formação em Neuropsicologia, Terapia Cognitiva Comportamental, Avaliação Psicológica, Terapia de EMDR e Brainspotting. A sua proposta é estar ao lado do paciente nesse processo intenso e difícil que é a autoanálise/autocura que através da revisitação das experiências vividas acabam interferindo nas escolhas atuais consciente e inconscientemente de cada um. Passar por esse processo sem sentir acolhimento é ainda mais duro e desafiador, por isso, quando se está amparada e segura para revisitar esses lugares de dores e abandonos, percorrer esses caminhos bem acompanhada se torna mais seguro e, consequentemente, menos doloroso.

Por fim, para iniciar seu atendimento, entre em contato e agende a sua primeira sessão através do Whatsapp ou através do formulário de contato.

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