A dor é um terreno comum da experiência humana. Às vezes, ela surge abruptamente, despedaçando as certezas que carregamos. Outras vezes, é um sussurro persistente, uma companhia silenciosa que se recusa a partir. Mas, independentemente de sua forma, a dor nos convida a olhar para dentro de nós mesmos e explorar os recantos mais profundos da alma.
Nem sempre a dor pode ser ignorada ou apagada. Às vezes, a única escolha é acolhê-la. Aceitar que, por ora, ela está presente e que, com o tempo, talvez ela se transforme. É no entendimento desse processo que reside o início da cura. A ferida, ainda que aberta, tem o potencial de cicatrizar. Cada momento de contato com ela é uma oportunidade de aprendizado e ressignificação.
O Que Fazer com a Dor?
É fácil acreditar que a dor que sentimos tem tudo a ver com o outro, com quem a causou. Mas e se, na verdade, ela for um espelho do que está dentro de nós? Nem toda dor é sobre quem a infligiu. Nem toda perda está diretamente conectada às nossas ações ou falhas. Às vezes, a vida simplesmente nos desafia a transformar limões em limonadas – ou, quem sabe, em algo mais ousado, como uma caipirinha.
O que importa não é o que foi feito conosco, mas o que escolhemos fazer com isso. Ou seja, aquele que nos machuca é apenas um agente do universo, uma peça no grande tabuleiro da vida, nos forçando a confrontar o que evitamos muitas vezes. E, por mais difícil que seja, não devemos dar a essa pessoa mais poder do que ela merece. O verdadeiro poder reside em nós mesmos, na forma como lidamos com o que nos é dado.

A Jornada Interior e o Poder do Agora
A dor, por mais solitária que pareça, é uma jornada interna. Portanto, mesmo com a presença de amigos, família ou apoio, há momentos em que somos deixados a sós com nossas emoções. É nessas ocasiões que precisamos sentar com cada célula do nosso ser, conversar com elas e encontrar uma forma de libertá-las.
O momento ideal para deixar ir é o agora. Acolha a dor, permita-se senti-la, mas não permita que ela defina quem você é. A dor faz parte da sua história, mas o passado, por mais presente que esteja em nossa memória, não pode ditar o futuro. Hoje, você tem a oportunidade de liberar mágoas, ressentimentos e perdas. Mais do que isso, pode abraçar a alegria que também faz parte da sua caminhada.
A Aprendizagem na Dor e na Alegria
Cada pessoa que passa por nossas vidas deixa uma marca. Ou seja, algumas feridas, outras lições. Ainda assim, há beleza em tudo isso. Mesmo na dor, há momentos de luz, memórias que trazem um sorriso ao rosto e nos lembram do que significa estar vivo. O passado não é feito apenas de sofrimento, mas também de alegrias que, mesmo que agora causem um pouco de dor, foram genuínas enquanto duraram.
Essas experiências constroem um repertório emocional, uma base para encarar os dias com mais sabedoria e intensidade. Cada lágrima derramada e cada sorriso compartilhado contribuem para a pessoa que você é hoje.

Declarando um Novo Começo
Hoje é o seu ponto de partida. Declare ao presente o seu compromisso com ele. Agradeça pelo agora, por ele ser o seu melhor companheiro e a fonte de sua cura. É no presente que reside a força para construir um futuro mais pleno, onde as dores do passado se transformam em lições e as alegrias em combustível para seguir em frente.
Por fi, permita-se deixar ir. Deixe que a dor encontre seu caminho para fora de você, dando espaço para a alegria, a esperança e a plenitude. Sendo assi, que cada célula do seu ser abrace essa transformação e que você encontre, no hoje, o poder de recomeçar.
Que essa reflexão ajude a trazer clareza e leveza para quem a lê. A dor pode ser um ponto de partida para novas possibilidades e uma vida mais consciente.
Sou Betila Lima – Psicóloga
Formada em Psicologia desde 2007, com formação em Neuropsicologia, Terapia Cognitiva Comportamental, Terapia de EMDR e Brainspotting.
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